sábado, 11 de fevereiro de 2012

What?

What will happen today?

Yeats

A ROSA DO MUNDO

Quem sonhou que a beleza passa como um sonho?
Por estes lábios vermelhos, com todo o seu magoado orgulho,
Tão magoados que nem o prodígio os pode alcançar,
Tróia desvaneceu-se em alta chama fúnebre,
E morreram os filhos de Usna.

Nós passamos e passa o trabalho do mundo:
Entre humanas almas que se agitam e quebram
Como as pálidas águas e seu fluxo invernal,
Sob as estrelas que passam, sob a espuma do céu,
Vive este solitário rosto.

Inclinai-vos, arcanjos, em vossa incerta morada:
Antes de vós, ou de qualquer palpitante coração,
Fatigado e gentil alguém esperava junto ao seu trono;
Ele fez do mundo um caminho de erva
Para os seus errantes pés.

(tradução: José Agostinho Baptista)

Yeats

It

ah

largue as armas, lute de mãos livres
largue as roupas, fique nu,
largue os medos, entregue-se,
largue os vinculos, sinta-se livre,
entre no palco, ajoelhe-se, entregue-se
voe...
largue as paixoes, ame,
largue as aflições, chore,
largue o passado, lembre-se
largue as histórias, viva
largue a guerra, a paz,
voe....

Octavio Paz - O RIO

O RIO (Fragmento)

A metade do poema sobressalta-me sempre um grande desamparo, tudo me abandona,
não há nada a meu lado, nem sequer esses olhos que por detrás
contemplam o que escrevo,
não há atrás nem adiante, a pena se rebela, não há começo nem
fim, tampouco muro que saltar,
é uma esplanada deserta o poema, o dito não está dito, o não dito
é indizível,
torres, terraços devastados, babil8nias, um mar de sal negro, um
reino cego,
Não,
deter-me, calar, fechar os olhos até que brote de minhas pálpebras
uma espiga, um repuxo de sóis,
e o alfabeto ondule longamente sob o vento do sonho e a maré suba
em onda e a onda rompa o dique,
esperar até que o papel se cubra de astros e seja o poema um
bosque de palavras enlaçadas,
Não, não tenho nada a dizer; ninguém tem nada a dizer, nada nem
ninguém exceto o sangue,
nada senão este ir e vir do sangue, este escrever sobre o já escrito
e repetir a mesma palavra na metade do poema,
sílabas de tempo, letras rotas, gotas de tinta, sangue que vai e vem
e não diz nada e me leva consigo.


(Trad. Haroldo de Campos)

Octavio Paz

To be or not to be

William Shakespeare - To be, or not to be (from Hamlet 3/1)

To be, or not to be: that is the question:
Whether 'tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune,
Or to take arms against a sea of troubles,
And by opposing end them? To die: to sleep;
No more; and by a sleep to say we end
The heart-ache and the thousand natural shocks
That flesh is heir to, 'tis a consummation
Devoutly to be wish'd. To die, to sleep;
To sleep: perchance to dream: ay, there's the rub;
For in that sleep of death what dreams may come
When we have shuffled off this mortal coil,
Must give us pause: there's the respect
That makes calamity of so long life;
For who would bear the whips and scorns of time,
The oppressor's wrong, the proud man's contumely,
The pangs of despised love, the law's delay,
The insolence of office and the spurns
That patient merit of the unworthy takes,
When he himself might his quietus make
With a bare bodkin? who would fardels bear,
To grunt and sweat under a weary life,
But that the dread of something after death,
The undiscover'd country from whose bourn
No traveller returns, puzzles the will
And makes us rather bear those ills we have
Than fly to others that we know not of?
Thus conscience does make cowards of us all;
And thus the native hue of resolution
Is sicklied o'er with the pale cast of thought,
And enterprises of great pith and moment
With this regard their currents turn awry,
And lose the name of action. - Soft you now!
The fair Ophelia! Nymph, in thy orisons
Be all my sins remember'd.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A banda - Chico Buarque

Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem

A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela

A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar

Depois que a banda passou

E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor...

Today

No more Facebook for now. 2 days without. Please visit my blog...

Deep Water



Deep Water - album: Spirit
Jewel

You find yourself falling down
Your hopes in the sky
But you heart like grape gum on the ground
And you try to find yourself
In the abstractions of religion
And the cruelty of everyone else
And you wake up to realize
Your standard of living somehow got stuck on survive
When you're standing in deep water
And you're bailing yourself out with a straw
And when you're drowning in deep water
And you wake up making love to a wall
Well it's these little times that help to remind
It's nothing without love
You wake up to realize your only friend
Has never been yourself or anybody who cared in the end
That's when suddenly everything fades or falls away
'Cause the chains which once held us are only the chains whichwe've made
When you're standing in deep water
And you're bailing yourself out with a straw
And when you're drowning in deep water
And you wake up making love to a wall
Well it's these little times that help to remind
It's nothing without love, love, love
It's nothing without love
We've compromised our pride
And sacrificed out health
We have to demand more
Not of each other
But more from ourselves
"Cause when you're standing in deep water
And you're bailing yourself out with a straw
When you're drowning in deep water
And you wake up making love to a wall
Well it's these little times that help to remind
It's nothing without love, love, love
It's nothing without love
It's nothing without love

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Montain View, California

Please, I would you like to know the name of the person that visits my blog from Mountain View in California. I will be very happy to know you, and also talk to you, if you have a blog, please send me.

Bye
Fellipe

Frase 1

Há mistérios aqui, e há mistérios lá.
Há simplicidade aqui, e há na distancia.
Estrelas distantes, no distante paradigma de existir.
O instante de luz ilumina a ilusão de existir.
Figuras impossíveis no póssivel da mente.
A mente mostra as razões, e as razões mudam a mente.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Indo Indo

É preciso um certo tempo para poder olhar para quem somos e o porquê de cada ação nossa.

Existem muitas confusões mentais em relação a cada ação, e nos contrariamos diariamente, fazendo ações para a esquerda para o centro para a direita.

É dificil dizer não, dizer sim, resumir, explicar, ir, voltar, ser, ter.

Criar pensamento do nada, mudar de opinião, desapegar-se, entrar numa floresta vazia, e ir, enquanto as coisas passadas se perdem.

Ás vezes é preciso estar só, para sabermos onde ir, para não se apoiar tanto em idéias dos outros.

É preciso criar o que vem de nós, lá de dentro, ou de outro lugar, ir onde ninguém foi, descobrir por mim mesmo.

Quero a solidão de estar comigo, para viver isso, não temo o passado mais, nem o futuro. Tudo é possivel.

As crenças se perderam. A fé eu a entendo, mas não a explico. Deuses são conceitos. Guerras continuam, mas comentar sobre não irei.

O mundo está ao redor, mas quero ir além e aquém da mente que tento conhecer, para estar nela, e viver nela.

Para onde ir, não sei, colocacarei os passos e irei, no meio do nada, e criarei.

F.C.

A Fatalidade do Não - Saramago

A palavra de que eu gosto mais é não. Chega sempre um momento na nossa vida em que é necessário dizer não. O não é a única coisa efectivamente transformadora, que nega o status quo. Aquilo que é tende sempre a instalar-se, a beneficiar injustamente de um estatuto de autoridade. É o momento em que é necessário dizer não. A fatalidade do não - ou a nossa própria fatalidade - é que não há nenhum não que não se converta em sim. Ele é absorvido e temos que viver mais um tempo com o sim.

José Saramago, in 'Folha de S. Paulo (1991)'

World needs light

We will be able to face our fears and set our paradigms. Let's change our prejudices, and turn our minds to help those around us, light to whole world.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Imagens Futuristas

Diversas pessoas ao longo da história tentaram antecipar o que seria a vida numa sociedade futura. Desde grandes infraestruturas, edifícios, estradas, veículos, utilitários do dia-a-dia, até naves e habitats espaciais.

Algumas imagens serão puro delírio - pelo menos para já - mas outras, são autenticamente visionárias. Neste site alemão, encontrei um conjunto de ilustrações retro futuristas muito interessantes.



Leia mais: Obvius

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