Jamais te amei tanto, ma soeur
Como ao te deixar naquele pôr do sol
O bosque me engoliu, o bosque azul, ma soeur
Sobre o qual sempre ficavam as estrelas pálidas
No Oeste.
Eu ri bem pouco, não ri, ma soeur
Eu que brincava ao encontro do destino negro -
Enquanto os rostos atrás de mim lentamente
Iam desaparecendo no anoitecer do bosque azul.
Tudo foi belo nessa tarde única, ma soeur
Jamais igual, antes ou depois -
É verdade que me ficaram apenas os pássaros
Que à noite sentem fome no negro céu.
Bertold Brecht
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo comigo
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo.
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...
ALberto Caeiro
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo comigo
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo.
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...
ALberto Caeiro
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Bukowski - The Genius Of The Crowd
Cena do documentário "Born Into This", de 2003. Neste vídeo Bukowski recita seu poema "The Genius Of The Crowd". Legendado em português pelo blog Velho Bukowski.
Waiting for Godot
Directed by Walter D. Asmus, based on the mise-en-scène by Samuel Beckett. Starring Lawrence Held as Estragon, Bud Thorpe as Vladimir, Alan Mandell as Lucky, Rick Cluchey as Pozzo, and Louis Beckett Cluchey as the boy.
Bertolt Brecht - O ESCRIVINHADOR DE PEÇAS (Gestus)
Gestus - Poemas de Brecht gravados pela Cia. do Porão (Núcleo 33 de teatro da Fundação das Artes de São Caetano do Sul) para apresentação do espetáculo A Padaria. Liana Crocco
Ted Ideias - Arquitetura Gastronomia Arte
A arquiteta e designer Simone Mattar contou um pouco como começou a praticar o food design. Aos poucos, foi entendendo como seu trabalho poderia unir suas 3 grandes paixões: arte, design e comida. Viajou o mundo em busca de referências e consolidou um estúdio onde desenvolve trabalhos que permeiam essas 3 áreas do conhecimento.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
agora
solta o raio e vem ao encontro
meu
para ver o sol nascer bom
quero e não quero o horizonte
preciso
irei lá
meu
para ver o sol nascer bom
quero e não quero o horizonte
preciso
irei lá
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